Histórias de sucesso: Uber — conheça a trajetória da startup mais valiosa do mundo

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Histórias de Sucesso

A Uber é a startup mais valiosa do mundo apesar de ter menos de 10 anos de existência. Trata-se de um serviço de transporte de passageiros baseado em aplicativo, o que vem se tornando uma tendência no mundo atual.

Apesar de não ser muito bem vista por boa parte dos taxistas tradicionais, a Uber vem ganhando cada vez mais espaço. Em 2015, ela foi avaliada em mais de US$ 50 bilhões. Já em 2017, o valor aumentou para US$ 68 bilhões.

Neste artigo da série “Histórias de Sucesso”, falaremos sobre a trajetória dessa famosa empresa de prestação de serviços. Leia e confira!

A necessidade é a mãe da invenção

Como diz um provérbio de Platão: “A necessidade é a mãe da invenção”. Diante de uma necessidade muito grande, as pessoas tendem a desenvolver sua criatividade, sua capacidade de encontrar soluções, seu empreendedorismo.

Com a startup Uber, não foi diferente. Travis Kalanick e Garret Camp achavam-se em Paris em uma noite fria e com nevasca. Como não conseguissem achar um táxi em Paris, eles pensaram em um serviço que disponibilizasse, por meio de uma ligação de celular, um carro com motorista para o cliente.

Essa “solução” foi levada para San Francisco, onde, depois de amadurecer bem a ideia, fundaram em março de 2009 a empresa UberCab. O aplicativo foi lançado apenas em julho de 2010 e permitia ao motorista localizar o passageiro por meio de GPS, estando disponível para Android e iPhone.

No começo, a ideia era a disponibilização somente de carros de luxo, como Cadillac e Mercedes-Benz — como um tipo de táxi de luxo.

Os desafios motivam histórias de sucesso

Um dos grandes desafios da dupla foi convencer os motoristas de luxo que já realizavam serviço semelhante em parceria com os hotéis a adotarem o aplicativo.

Curiosamente, os motoristas que primeiramente adotaram a nova solução foram os brasileiros (há uma grande quantidade de taxistas e motoristas brasileiros em San Francisco).

Posteriormente, a secretaria de transporte da cidade não se mostrou muito a favor do novo serviço, mas isso serviu somente para atrair a atenção do público para o serviço da Uber.

Mas, como se sabe, os desafios estão sempre presentes nas histórias de sucesso.

A expansão

Entre altos e baixos, investir na Uber passou a ser considerado arriscado pelos investidores. O primeiro financiamento de risco na empresa foi feito em 2010. No começo de 2011, com uma arrecadação superior a US$ 11,5 bilhões, a Uber expandiu-se para Nova York. Nessa cidade, apesar de alguns problemas com os táxis, ela desenvolveu-se e passou para outras cidades norte-americanas, como Seattle, Chicago, Boston e Washington. Fora dos EUA, o primeiro país que recebeu os serviços da Uber foi a França (Paris).

No ano de 2012, surgiu o serviço UberX. Por meio desse serviço, qualquer dono de veículo podia se transformar em motorista da Uber. Isso levou ao crescimento em rápida escalada da empresa, que implantava um modelo disruptivo de negócio. Mostrava-se uma verdadeira inovação, capaz de construir e eliminar mercados.

Ainda se expandindo, a Uber sempre gera alguma controvérsia nas cidades em que penetra. Para vencer a oposição, costuma oferecer promoções atrativas, que fazem com que os passageiros prefiram optar pelo serviço do aplicativo que pelo serviço tradicional de táxis.

A Uber não se considera uma empresa de transporte, mas de tecnologia. Essa é uma forma de abrandar o relacionamento com taxistas e órgãos de transporte. Porém, é evidente que ela fatura em cima do transporte de passageiros.

Como funciona

A empresa não tem nenhum veículo próprio, nem contrata motoristas. Os motoristas que desejam a parceria se cadastram no serviço depois de cumprir muitas exigências, como realizar entrevistas, apresentar carteira de habilitação especial e certificado negativo de antecedentes criminais, dispor de um modelo de carro adequado e de seguro para utilização comercial dele.

Os motoristas são bem treinados e recebem avaliação dos passageiros (e vice-versa) em uma escala de 0 a 5. Somente motoristas com pontuação média de 4,6 continuam no serviço.

Os parceiros recebem 80% do valor pago por corrida.

Essa foi mais uma das ótimas histórias de sucesso que tínhamos para contar! Aproveite e deixe seu comentário aqui no blog.

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